quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Reuniões em pé

Dentro de duas metodologias de Desenvolvimento Ágil de Software, Extreme Programming (XP) e Scrum, existe o conceito de reuniões diárias EM PÉ (standup meeting), onde cada membro da equipe de projeto deve responder a três perguntas:
  1. O que fez para o projeto desde a última reunião?
  2. O que fará para o projeto até a próxima reunião?
  3. Há algum obstáculo para conseguir seu objetivo? Precisa de ajuda?

Essa reunião dever ser realizada preferencialmente pela manhã.

Alguns gestores, extra TI, também recomendam reuniões em pé, principalmente para economia de tempo e ganho de objetividade.

"Ninguém sabe exatamente quem foi o pai da idéia. Alguns apostam no empresário e político americano Michael Bloomberg, que resolveu tirar as cadeiras de sua sala para acabar com as conversas longas e infrutíferas. Em pé as pessoas ficam cansadas e tratam de ser objetivas, costuma dizer Bloomberg. O CIO da AGF Brasil Seguros, Emílio Vieira, aderiu à idéia e há um ano faz reuniões em pé com sua equipe e os usuários que precisam acompanhar o status dos projetos. “O fato de estar em pé indica que devemos tratar o essencial”, diz Vieira. A técnica tem dado resultados. “Ela exercita a objetividade”, afirma Vieira. Mas ele alerta que a fórmula não pode ser usada para todos os encontros. “Quando o objetivo é discutir planejamento ou um assunto com muitas e variadas possibilidades, é melhor que todos estejam sentados”, diz Vieira. Reuniões em pé não podem durar mais do que 20 minutos. " (Revista InfoCorporate ed. 51)

Tem gente que é contra reuniões. Eu já acho indispensável, desde que os participantes realmente façam parte do contexto e necessitem por qualquer motivo falar e/ou ouvir o que será debatido.

Tem muita gente que é chamada pra uma reunião para ser expectador, isso não deveria acontecer nunca!

Sou a favor de reuniões em pé porque:

Ninguém dorme!;
Não exige uma sala propícia para reuniões (convencionais);
É mais rápida e com isso deve ser mais objetiva;
Cultiva o comprometimento durante o projeto;
Facilmente identificamos gaps, atrasos ou qualquer tipo de problema facilmente;
Todos participam ativamente.

Impressionate como essas técnicas surgem e se disseminam por diversas áreas!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Teoria das Restrições

Hoje iniciei um curso de curta duração chamado: A Meta na Prática.
O curso é baseado na Theory of Constraints (TOC), Teoria das Restrições, de Elyiahu Goldratt.
Bem, eu já li o livro A Meta, já conhecia um pouco da TOC, mas curso sempre é bom e após 1/3 de curso, montei um modelo para a TOC:

Você tem que pensar e observar o fluxo, as entradas e as saídas de cada componente do fluxo, demanda e entrega...

Eu achava que a restrição a "ovelha negra' da família, mas não, a restrição não é apenas o gargalo. A restrição, muito pelo contrário, é justamente onde você tem de dedicar seus esforços...
Ela é indispensável para o seu fluxo, é responsável pela maior perda caso ela pare, pois é dela que todos dependem mais, todas as outras etapas do fluxo...

O exemplo citado em sala era uma máquina, que para garantir todas as demandas, exigia a maior disponibilidade da fábrica, mais que o dobro de outras máquinas...

Afinal, você tem que estar de olho na META, nas suas entregas.!

A restrição sempre será o garlalo, se ela não for, deixa de ser a restrição.
Ela pode deixar de vir a ser, sim!

Seu foco deve ser esse: você tem que tirar o máximo da restrição e geralmente, para conseguirmos isso, a escolha mais óbvia deve ser evitada. Temos que quebrar a cabeça para que aquela etapa "se supere"!

Adicionar recursos, maquinas, pessoas é sempre a saída mais procurada.

Mexer o quebra-cabeça do fluxo até ele formar a trilha mais produtiva possível, é a META.

Goldratt tenta te ensinar esse jogo!