segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Stakeholders

Quando comecei a estudar estratégia empresarial, essa foi a primeira palavra a chamar minha atenção: STAKEHOLDERS!
Conceituei como pessoas interessadas, relacionadas e afetadas...
Acho que vim entender realmente o sentido dessa palavra e a razão de sua importância recentemente em uma das disciplinas do MBA que estou fazendo.

Em qualquer implementação há mudanças e são justamente as mudanças que nos obrigam a identificar os stakeholders.
Stakeholders são PESSOAS... pessoas que positivamente ou negativamente serão afetadas por uma mudança.

Basta identificá-los?
Não!!!

Após identificar e segmentar todos os stakeholder relacionados à mudança, é necessário montar um plano de comunicação com cada um dos grupos.

Porquê?
Mudança propostas por um elemento externo geralmente provocam resistência nas pessoas e não há nada mais negativo à uma implementação do que resistência.
E para complicar mais ainda, stakeholders podem ter interesses distintos!
Conquistar o apoio ou pelo menos a conivência de todas essas pessoas é um desafio imenso.

E você não vai conseguir isso sozinho não, viu!!!!????
Identificar as pessoas-chave para se relacionar com cada segmento de stakeholders é a melhor estratégia!

Agora vamos exemplificar:
- Suponhamos que o mundo de negócios seja um jogo de futebol e que vencer esse jogo seja o sucesso do seu projeto. Agora vamos ao stakeholders! Se ganhar o jogo já não é fácil, imagina jogar sem o apoio da torcida, juizes, gandulas, cartolas, cbf, etc???!!!
Jogo se ganha dentro de campo e marcando gol, mas sem esses stakeholder apoiando ou pelo menos imparciais, torna-se quase impossível!!!

;)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Modéstia

Estou começando a perceber que a modéstia não é uma virtude no mundo "business".
Sei que a prepotência é nunca é bem vinda, mas vejo que pessoas que "se valorizam" e fazem questão de demonstar isso... rsssss!... criam uma percepção de valor maior em todos.
Talvez pela auto-confiança, segurança e imponência, essas pessoas se destacam entre as outras e sempre conseguem uma visibilidade maior por isso.

Os "estrelas" vão mais longe do que se imagina!

Infelizmente, muitas vezes, palavras marcam muito mais que ações.

Quem é esperto sabe que tem que filtrar esses casos. Temos que ter olho clínico!

Pessoal do Marketing gosta de uma embalagem e de uma propaganda!

Mas eles estão certos, todos nós temos que ser ótimos vendedores, inclusive de nós mesmo!

Eu sou foda! :) kaukauakua!

E se você também é, não pense duas vezes, faça com que todos saibam disso! ;)

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Diagnosticando

Ontem cheguei à uma conclusão, não sei se outros a compartilham comigo:

Se eu fosse um consultor encarregado de fazer um diagnóstico empresarial, o primeiro processo que eu iria investigar seria:

a) Relacionamento com o cliente (SAC)

b) Formação de preços

c) Orçamento

d) Processo produtivo

e) NRA


Resposta: E

rssss!

Cheguei a conclusão que um processo bem mais pode transperecer toda a saúde da organização:

SELEÇÃO DE PESSOAL!

Se uma empresa contrata mal, ou seja, não há qualidade nesse processo, tenha como grande indício que tudo que se segue vai de mal a pior.

Não adianta estratégia, motivação, iniciativas, recursos, etc. se seu time não tem os bons e nem o certos no elenco!!!

Investindo na qualidade do recrutamento, a empresa terá um retorno exponencial mais a frente, desde que saiba aproveitar essas pessoas. Tudo vai ficar mais fácil!

Isso aqui tá virando blog de RH! rssss!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

As 10 tendências de TI para 2008

As 10 tendências de TI para 2008

O Gartner divulgou, durante seu principal evento anual, que ocorre nesta semana em Orlando, nos Estados Unidos, as 10 principais tendências tecnológicas para 2008. Veja quais são:

1. TI verde
2. Comunicações unificadas
3. Modelagem de processos de negócios
4. Gestão de metadados
5. Virtualização 2.0
6. Mashups e Composite Applications
7. Plataforma web (software como serviço)
8. Fábrica de computação
9. Real world web (mobilidade)
10 Social software (web 2.0)

Quatro delas têm a ver com SOA – Modelagem de processos, metadados, mashups e plataformas web.

Na visão do Gartner, esses itens são etapas que as empresas devem percorrer se quiserem adotar uma infra-estrutura em SOA.

Fábrica de computação: talvez seja a tendência mais futurista da lista. O Gartner prevê que a evolução da tecnologia de blades vai criar o servidor do futuro, um pool de processamento formado por componentes (memórias, processadores e cartões I/O) que podem ser combinados de acordo com a necessidade.

Virtualização: é hora de ver a tecnologia de maneira mais ampla, e não apenas como consolidação de hardware. Tudo o que melhora a flexibilidade dos recursos de TI por meio de software pode ser encarado como virtualização.

Comunicações unificadas: não é novidade, mas apenas 20% da base mundial de PABX já adotou telefonia IP. Restam, portanto, 80% ainda por migrar, o que deve ocorrer durante os próximos três anos.

Real world web: é o termo que o Gartner usa para descrever a entrega de informação via internet em locações, atividades e contextos específicos em tempo real. O melhor exemplo é a navegação por GPS, que altera as rotas de acordo com o movimento dos carros. Analistas aconselham empresas a procurar novas aplicações que sigam esse conceito.

Social software: no ano que vem, o Gartner espera o surgimento de uma série de fornecedores de aplicações de web 2.0 voltados para o mercado corporativo.

TI verde: mais um item que já está na pauta dos CIOs. Mas será assunto inevitável no ano que vem também. O Gartner acredita que a pressão por práticas sustentáveis aumentará.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Proposição de Valor Humano

Nesses últimos dias parei de olha a estratégia externa e comecei e voltei minha atenção para a estratégia empresarial interna. O foco é o cliente e os acionistas, o resto serve para dar suporte a esses stakeholders, o problema é que nós fazemos parte do resto.

Vantagem e diferenciais competitivos sempre estão relacionados a elementos direcionados ao mercado, inovação também...Hoje me vejo focado nesses elementos e quando busco qual o enfoque que estão dando em mim (funcionário), surge uma incógnita:
Que proposição de valor a empresa busca dar aos funcionários?

- Vou fazer mais que o meu concorrente!!! Será que alguma empresa pensa assim?

Assistindo um dos módulos do curso de liderança que estou fazendo, percebi o quanto a professora defende a ídeia de sermos assertivos, inclusive na preservação do nosso emprego.Se ser assertivo é ser sincero, o mais diplomatico preferencialmente, o que fazer quando nosso ambiente de trabalho fere nossos valores e crenças?

Valores e crenças podem ser mudados!? Podem! Mas o fato de manter-se vivo na empresa, compensa?

Trabalhei em um grande Grupo onde falavam:
- Para chegar a diretor aqui, antes tem que fazer um curso de palavrões!

Acho que vou ter que passar por uma situação crítica dessas para conhecer, de fato, o meu grau de assertividade! rsss!

Você já pensou o que realmente você espera de um emprego? Se você pode se dar esse "luxo", pense!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Dica de livros

Segue a lista de livros indicada pelo Prof. Luciano Melo que ministra vários módulos do Programa de Formação de Líderes, em andamento aqui na empresa. Excelente!

O primeiro módulo foi sobre Relações Humanas, superou qualquer expectativa minha, totalmente fundamentado em Filosofia. Gostei muito!

O Futuro da Humanidade - Algusto Jorge Cury;
O pequeno tratado das grandes Virtudes - André conté Sponville;
O Mundo de Sofia;
O Tratado da Eficácia;
Paixão por vencer - As respostas: Jack Welch;
Administrando com a Saberodia do Amor;
Gerenciando a partir do Coração;
O Monge e o executivo;
O Caminho Quádruplo

terça-feira, 26 de junho de 2007

Formando Líderes

Quando se afirma que numa empresa de 1000 funcionários devem existir 1000 líderes, não é exagero!

Durante um evento promovido pela empresa em que trabalho sobre formação de líderes, onde somente líderes participaram, percebi que não são raras as ocasiões onde subordinados precisam assumir uma postura de líder.

Sagaz é o líder que percebe isso, que enxerga vantagem em desenvolver esse perfil em todos da sua equipe.

Quantas vezes vemos nossos subordinados inseguros ao tomar decisões? Se não incentivarmos o exercício dessa tarefa, nada fácil, do que adianta delegar? Como as coisas fluirão durante nossa ausência? Que sucessores estamos formando?

Infelizmente, a vaidade e o ego cegam muitas pessoas e as fazem acreditar que líder é o que brilha, deixando-as esquecidas de que o verdadeiro brilho deve estar nos resultados e nas pessoas.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Sistemas ERPs - O bolo!

Quem é de TI sabe o quanto é complexa uma implantação de um Sistema ERP.

Muitos casos de insucesso (apesar de não publicados), orçamentos e prazos estourados, etc.


Eu não vejo como uma média ou grande empresa consiga sobreviver sem um sistema desses.

Além de toda a integração de dados, há suporte ao complicadissimo sistema tributário brasileiro, tarefa difícil de ser resolvida por uma equipe "caseira" de desenvolvimento.


Mas porque algumas implantações dão certo e outras não? Porque esses poderosos sistemas não se adequam à algumas empresas e vice-versa?


- É o mesmo sistema!!! Na empresa de fulano e de cicrano funciona!!! Porque na minha não???


Sinceramente essa não é uma questão fácil de ser respondida, vide as centenas de livros existentes sobre o tema.


Eu tenho uma resposta para essa pergunta!


A culpa não é dos sistemas e nem das empresas, sejam eles(as) quais forem! A culpa é quase sempre da IMPLANTAÇÃO!!!


Maturidade da empresa, conhecimento dos processos, interfaces com outros sistemas, treinamento, consentimento dos usuários e liderança são os principais pontos esquecidos ou deixados em segundo plano.

Existe a velha receita de bolo: oferta, proposta, negociação, projeto, usuários-chave, treinamento, customizações, TE VIRA!... ou "coça os bolsos"!!! O bolo nunca sai gostoso!

Um termo que jamais vi em livro algum foi "PODER"!!!

ERP envolve principalmente "poder" e as pessoas se prendem muito a isso, o poder da informação, da decisão e do controle. Mexer com isso é inevitável, e saber mexer com isso bem é tarefa para poucos.

Sentimentos, ego, vaidade... você acha que isso não tem a ver com ERP? Tá enganado! Só tem!

TI é o de menos!

Vou passar a minha receita de bolo:

  • Não queira sair de um fusquinha e entrar em uma Ferrari! Conheça a maturidade da sua empresa, a cultura dela, o nível dos seus gestores e usuários. Não queira dar mais do que eles possam digerir!
  • ERP é entrada, coleta, operacional... Analise bem o que você vai ter de saída, relatórios, análises, críticas, pois dificilmente o que você quer, você terá prontinho!
  • Não customize! Enfie na cabeça dos seus funcionários que eles não são tapados! Flexibilidade e boa vontade dos usuários são fatores críticos de sucesso! Só customize se realmente você não conseguir produzir ou vender!
  • Na fase de treinamento, não economize! Infra-estrutura, tempo, recursos e horas e horas de treinamento e simulações. Nunca é bastante!
  • Crie de imediato um ambiente de aprendizado on-line, EAD, Biblioteca Virtual, o que for possível! Conhecimento é o alimento que dará continuidade à vida do produto! Os usuários-chave vão embora, mudam de área, morrem! rsss! Pense a longo prazo!
  • Motive a equipe de implantação: prêmios, hora-extra plus, pizza, coca-cola gelada, colchonetes com travesseiros etc. Eles merecem!
  • Já ia esquecendo: O projeto de ERP, não é um projeto de TI!!! Um ERP é negócio! Jogue a peteca na mão do controller, do gerente de suprimentos, gerente comercial, gerente de manufatura.... veja se realmente eles são gerentes!!!

Depois me digam como saiu o bolo! :)

quinta-feira, 24 de maio de 2007

A César o que é de César

Muitas empresas investem em programas, ferramentas, metodologias e consultorias buscando melhorar seu desempenho operacional.

De uma hora pra outra surgem visitantes, falando palavras bonitas e siglas desconhecidas, ensinando-nos como fazer aquilo que tem que ser feito, da melhor maneira possível.

Na maioria das vezes essas pessoas, consultores, possuem realmente bastante conhecimento e já vivenciaram diversos cenários e portanto têm bagagem para nos ensinar algo de valor.

O grande problema é que, muitas da vezes, esse novo método de trabalho proposto pelas consultorias vem de encontro com a cultura e os costumes da empresa cliente.

Mas lógico! Se fosse para ficar a mesma coisa, pra que contratá-los!!!??? rssss!

Pessoas são escolhidas, sensibiladas e treinadas...
Processos são escolhidos, mapeados, melhorados e padronizados...
Ferramentas são escolhidas, testadas e implementadas...

Finalmente chegamos num aceitável nível de excelência operacional!!! Palmas! Nossos concorrentes que se cuidem!!!

Mas o que fazer para que o virus não volte? Como evitar que não aja uma recaída e aquele velho vício retorne?

Percebi que a base para que as ferramentas continuem em uso e os processos seguindo os padrões, são as pessoas, que devem respirar e transpirar a nova cultura a todo momento.

E é aí que muitas das consultorias e projetos de melhorias falham, porque esquecem de inserir o RH no programa.

Mas porque o RH?

  1. A rotatividade de funcionários é inevitável, por menor que seja.
  2. A comunicação dentro da empresa é a disseminadora de qualquer fato, notícia ou iniciativa existente (radio pião, conversas de corredor, etc.). O RH pode ser o maior influenciador.
  3. O direcionamento das campanhas internas, treinamentos e seleções internas são todas conduzidas pelo RH.
Sem a ação contínua do RH, nenhuma iniciativa consegue manter-se viva, perdurar e penetrar na cultura de qualquer organização.

Quando que os supervisores ou encarregados de produção terão tempo, disponibilidade, infra-estrutura e boa vontade para treinar novos funcionários?
Quanto do seus tempos eles terão para se dedicar a manter viva a chama do Programa XYZ???

A César o que é de César!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

O olho do dono

Outra situação que vivenciei aqui na Empresa...

Com a chegada de um dos novos servidores, comentei com um membro da minha equipe, que é responsável pelo suporte:

- Teu servidor novo chegou hein!?

Ele me respondeu:

- Se fosse meu estaria na minha casa!

rssss!

Eu refleti e lembrei de um insight que tive tempos atrás, associando meu bom desempenho técnico ao sentimento de ser dono das coisas que sou responsável na empresa, principalmente dos ativos.
De como é um diferencial enorme sentir-se dono daquilo que se cuida, mesmo não sendo de fato.

Como o próprio ditado diz: O olho do dono é que engorda o boi!

Após a resposta que recebi e da associação que fiz, cheguei a conclusão que tenho um grande desafio, mais um... : Fazer com que minha equipe sinta-se dona de tudo aquilo que gerenciamos, criamos, inovamos... Que tenham o mesmo cuidado, zelo e sentimento que eles têm pelos seus micros de casa, pelos seus dvdzinhos e pelas tv's dos seus quartos... rsss!

Já estou montando uma estratégia para isso. Apesar de aparentar ser muita pretensão, acho isso indispensável para alcançarmos a excelência profissional.

PESSOAS, apesar de ser cobrado por tecnologia, elas são a minha principal preocupação.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Aprendendo com a TI

Quando estudamos os novos frameworks de Gerência de Serviços de TI: ITIL, Cobit, ISO 20.000, etc. é comum encontramos os termos "senso de urgência" e "cultura de serviços".

Analisando o dia-a-dia das empresas encontramos um grande deficit na capacidade de realizações quando temos uma mudança como consequência.

Sempre o mais cômodo é deixar como está, deixar como sempre foi, não mexer no que estar quieto.

Melhoria continua hoje já deve ser uma abstração, diante da atual competição, quem fica parado, fica pra trás. Despertar isso nas pessoas, essa urgência diante de pontos não conformes, fazê-los entender que mesmo que internamente, sempre temos clientes e devemos fideliza-los, é um dos maiores desafios para os gestores.

O ITIL (Information Technology Infrastructure Library) prega fortemente isso: conhecer quais são os nossos produtos e serviços, conhecer as expectativas dos nossos clientes, as prioridades, medirmos nossa eficiência, tudo voltado para a TI, mas nada impede que isso seja direcionado para qualquer tipo de prestação de serviços.

Manutenção industrial, assitência técnica, ferramentaria, projetos todos podem se beneficiar com os conceitos do ITIL.

Adotando esse princípios além da qualidade do serviço aumentar, a imagem e reputação da equipe é elevada, "valor" será usado no lugar de "custo".

Implementar e gerenciar mudanças é um desafio complexo, administrar o impacto nos negócios, o custo, a manutenção de um novo cenário, todos esses "leões" devem ser enfrentados com a ajuda de alguem que já passou por isso. O ITIL veio para não querermos reiventar a roda, pois ele é um guia, um manual das melhores práticas.

Pessoas, Processos e Tecnologia... são os pilares para realizarmos uma mudança com sucesso!

Guarde isso, independente se você é de TI ou não!

domingo, 20 de maio de 2007

Alinhamento

Sempre que falamos em estratégia, utilizamos o verbo: ALINHAR!
Alinhamento estratégico, alinhamento aos negócios, alinhamento das pessoas, alinhamento da tecnologia da informação, etc.

Vou tentar exemplificar a importância do alinhamento com uma inusiada situação ocorrida durante uma renuião de orçamento.

Superintendente: - As vezes a oportunidade de redução de despesas está em nossas mãos e não enxergamos! (folhas de papel em mãos). Quem é o responsável pelo pacote de suprimentos?

Gestor: Ôpa!

Superintendente: - Por que a empresa ainda utiliza papel virgem ao invés do reciclado? Imaginem o quanto poderíamos economizar com essa simples mudança.

Gestor: - Infelizmente, o papel reciclado ainda é mais caro que o papel virgem. Afirmou o gestor para a surpresa da Superintendente.

Superintendente: - Tem certeza? .... .... .... Ah! Mas e nossa responsabilidade com o meio ambiente, já não é hora de tomarmos uma posição a respeito disso?

Gestor: - Sim, sem dúvida! afirmou o gestor com insegurança.

Superintendente: Pois faça uma análise e tome uma decisão.

Numa empresa onde a estratégia não está definida, formalizada e disseminada a todos, situações como essa acontecem mais frequentemente do que imaginamos.
O gestor agora está no impasse entre gastar menos ou ser mais responsável com o meio ambiente.
Qual decisão tomar?
A resposta deberia estar justamente na estratégia adotada pela empresa, mas como, pelo visto, é desconhecida, as decisões são tomadas pela intuição de cada um...

E o dasalinhamento é inevitável!!!!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Pessoas e Valores

Certo dia na sala de aula, um colega perguntou ao professor durante um debate sobre competências do RH nas empresas:
- Professor, tenho uma dúvida que já me acompanha a algum tempo e até o momento ninguem conseguiu solvê-la, nem mesmo um professor do semestre passado quando questioneio-o. Até hoje não consigo entender porque algumas inciativas do RH não conseguem provocar nenhum efeito no pessoal de chã-de-fábrica, na "piãozada"!??? Acho que talvez seja devido ao nível educacional, eles nao conseguem absorver a idéia das campanhas, não enxergam nenhum benefício nelas. Acho que o corpo operacional só se "sensibiliza" diante de autoridade, ordens e cobrança, se alguem vem com muita "bondade", perde é a credibilidade. Pião gosta e respeita só "chefe de verdade"!!!

Eu não consegui achar uma resposta de imediato para essa questão. De supetão, cheguei até a concordar com o colega: pião só vai mesmo na porrada! rsss!

Depois comecei a analisar a situação, levei em conta a questão do nível cultural, o salário, as motivações... e de repente surgiu a palavra VALORES!!!

Encontrei aí a chave do enigma!

Da mesma forma quando estamos traçando uma estratégia para uma empresa levamos em consideração os seus valores, devemos fazer o mesmo com as pessoas.

Quais são os valores dos operários???

Operários não pensam a longo prazo, não tem uma visão.
Operários não enxergam seus empregos da mesma forma que os gestores, eles não enxergam concorrência.
Operários não enxergam a sua importância da empresa.
Operários não irão se sensibilizar com a empresa, ja que ninguem se sensibiliza com eles.

Como falar de desenvolvimento, carreira, inteligencia emocional, empowerment, liderança, perfil, motivação, cultura organizacional, estratégia... se para quem está ouvindo, o que ele realmente quer mais ouvir é a sirene avisando o final do expediente?!!!

Montar uma estratégia, um programa, um projeto para os "excluídos", sim... essa receita não tem em nenhum livro do Chiavenato não...

Existem premícias que só transparecem para quem realmente é humano!

Startando...

Boot... !!! :)