quinta-feira, 24 de maio de 2007

A César o que é de César

Muitas empresas investem em programas, ferramentas, metodologias e consultorias buscando melhorar seu desempenho operacional.

De uma hora pra outra surgem visitantes, falando palavras bonitas e siglas desconhecidas, ensinando-nos como fazer aquilo que tem que ser feito, da melhor maneira possível.

Na maioria das vezes essas pessoas, consultores, possuem realmente bastante conhecimento e já vivenciaram diversos cenários e portanto têm bagagem para nos ensinar algo de valor.

O grande problema é que, muitas da vezes, esse novo método de trabalho proposto pelas consultorias vem de encontro com a cultura e os costumes da empresa cliente.

Mas lógico! Se fosse para ficar a mesma coisa, pra que contratá-los!!!??? rssss!

Pessoas são escolhidas, sensibiladas e treinadas...
Processos são escolhidos, mapeados, melhorados e padronizados...
Ferramentas são escolhidas, testadas e implementadas...

Finalmente chegamos num aceitável nível de excelência operacional!!! Palmas! Nossos concorrentes que se cuidem!!!

Mas o que fazer para que o virus não volte? Como evitar que não aja uma recaída e aquele velho vício retorne?

Percebi que a base para que as ferramentas continuem em uso e os processos seguindo os padrões, são as pessoas, que devem respirar e transpirar a nova cultura a todo momento.

E é aí que muitas das consultorias e projetos de melhorias falham, porque esquecem de inserir o RH no programa.

Mas porque o RH?

  1. A rotatividade de funcionários é inevitável, por menor que seja.
  2. A comunicação dentro da empresa é a disseminadora de qualquer fato, notícia ou iniciativa existente (radio pião, conversas de corredor, etc.). O RH pode ser o maior influenciador.
  3. O direcionamento das campanhas internas, treinamentos e seleções internas são todas conduzidas pelo RH.
Sem a ação contínua do RH, nenhuma iniciativa consegue manter-se viva, perdurar e penetrar na cultura de qualquer organização.

Quando que os supervisores ou encarregados de produção terão tempo, disponibilidade, infra-estrutura e boa vontade para treinar novos funcionários?
Quanto do seus tempos eles terão para se dedicar a manter viva a chama do Programa XYZ???

A César o que é de César!

Um comentário:

Unknown disse...

É isso aí Robes,

As máquinas fazem o que a gente manda... Mas nem sempre as pessoas fazem o que a gente manda de bom grado...

O capital humano é fundamental para mobilizar as pessoas para a mudança de continuar com o que foi melhorado.

Jack Welch costuma dizer que o Capital Humano (ou RH, como queiram) deveria ser levado a primarizia das funções tão importantes quanto a de finanças.E principalmente, envolvê-las nesse processo.

O processo de co-criação proclamado por Victor Piñedo revela a importância das pessoas participarem e serem co-criadores dos projetos de melhoria, mudanças e decisões. Assim a empresa consegue arrancar comprometimento com seus projetos.

Um Abraço a Todos do Blog!

Henrique Lyra